sábado, 11 de novembro de 2017

FESTIVAL DE CULTURA NA FAEL - IRECÊ/BA

Aconteceu hoje (11/11/2017) a partir das 14:00h na Faculdade FAEL em Irecê/BA, um grande FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DE CULTURA, ARTES E PRODUÇÕES CIENTÍFICAS, no qual a convite  da ilustríssima Gilmara Mota tive o privilégio de participar, recitando o cordel intitulado: LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL.

Gostaria de estender meus parabéns ao professor EDINEI e a JOSANE LINO, uma grande incentivadora da cultura.




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terça-feira, 7 de novembro de 2017

A JORNADA DE UM GUERREIRO

Alberto Pequim Durval,
Honesto e trabalhador,
Era pai de cinco filhos,
Cada um com seu valor.
Um deles era adotado,
De Zelho denominado
Cresceu recebendo amor.
1
Mas a pobreza de Alberto,
Chamava mesmo atenção.
Muitas vezes pôde ver
Na mesa faltar o pão.
E a sua esposa chorar,
Por não ter nada pra dar,
Aos filhos do coração.
2
Somente quem já viveu
Este tipo de amargor,
Pode saber de verdade,
Sim, o tamanho da dor:
Que passou o seu Alberto
Que também mostrou decerto,
Ser um grande lutador.
3
Esta fase ocorreu sim
Na vida desse guerreiro,
Num tempo de grande seca,
Mas venceu o companheiro:
Lá no sertão nordestino,
Onde o povo além de tino,
Procura ser verdadeiro.
4
Os que melhor estrutura
Tinham evidentemente,
Não se deram tanto mal
Naquela luta candente;
Que deverá ocorrer
Enquanto aqui se viver,
Assim penso certamente.
5
Um dia o senhor Alberto
Vendo a família chorar
Por falta de pão na mesa
Numa mata foi caçar.
Quase sem ter munição,
Alguma alimentação,
Pra família se safar.
Sem demora uma Guariba,
Alberto pôde avistar,
Com um filhote nos braços
Parecia até falar:
Não me mate, por favor;
Num instante, por amor,
Alberto foi meditar.
7
Ao pensar nos seus filhinhos
Deixados na moradia,
Sem nada evidentemente
Pra comer naquele dia;
Disse: — Terei que matar,
Essa Guariba e cuidar
Do filhote todo dia.
8
E pra não correr o risco
De outro vir e lhe matar,
Logo Mirou na Guariba
E disse quase a chorar:
A “lei” da sobrevivência,
Fala à minha “consciência”,
Mate sem nenhum pesar.
9
Sem dúvida que seu Alberto,
Era de bom coração,
Mas sua família em casa
Passava por privação.
Por não ver outra saída,
Então, matou a Guariba,
Nessa mesma ocasião.
10
Já próximo da sua casa,
Atentamente ele ouviu,
Um dos filhos dizer: — Mãe,
Socorre, Bené caiu!
Bené o filho do meio,
Tombou naquele aperreio,
Seu pai chegando, acudiu.
11
Tão logo, ali seu Alberto,
Ao pedir faca à mulher,
Mandou que esquentasse água,
Numa panela qualquer.
Já que, com esta Guariba,
Da fome e da pindaíba
Foi reduzido o mister.
12
Então o filho mais velho
Pelo casal adotado;
Por certo naquele dia,
Havia enfim completado,
Dezoito anos de idade,
E à família de verdade,
Deu enfim este recado:
13
— Um garotão dependente
Com certeza não sou mais;
Coragem pra trabalhar,
Também tenho até demais.
Por isto preciso agora,
Tentar a sorte lá fora,
Quero a benção dos meus pais!
14
O motivo disso tudo
É a fome dissolvente.
Vou aprender profissão,
Como sonho realmente.
É tudo sim que eu desejo,
E a melhor forma que vejo,
De ajudá-los finalmente.
15
Apesar da enorme falta
E também da grande dor,
Logo pra cidade grande
Zelho foi com muito amor.
Deixou parentes chorando
Todos eles lamentando,
Fizeram prece ao Senhor.
16
Por mostrar disposição,
Ser muito trabalhador,
Aprendeu ser carpinteiro
Com excelente senhor.
Trabalhou e foi além,
Seu nome cresceu também
Multiplicando o valor.
17
O rapaz ficou famoso
Como nunca imaginou,
O seu patrão já de idade,
Assim que se aposentou;
Por gostar deste rapaz
De forma muito eficaz,
Deste modo lhe falou:
18
— Zelho por certo você
Talvez já tenha notado,
Que devido a minha idade,
Eu já me encontro cansado.
E também já percebeu,
Com tudo o que Deus me deu
Posso viver sossegado.
19
Vou negociar a prazo
Com muito contentamento;
A minha Carpintaria,
Sem nenhum constrangimento.
Sem dúvida você “meu” filho
Tendo um passado de brilho,
Merece este provimento.
20
Esta excelente proposta,
Pode você, estranhar;
Mas faço de coração
Você só tem a ganhar.
Portanto aceite rapaz,
E viva com muita paz
Só quero colaborar.
21
Zelho aceitou a proposta
Ficando muito contente;
E também falou assim:
— Em nome do onipotente,
Decerto conquistarei
Tudo que sempre sonhei,
No tempo de adolescente.
22
Na verdade o rendimento
Que saia mensalmente,
Fruto da Carpintaria,
Era bem surpreendente.
O total de empregados,
Vinte e dois eram contados,
Na Empresa certamente.
23
Tudo que era básico enfim,
Em poucos meses comprou
Pra toda a sua família
Que noutro tempo o adotou:
Inclusive a residência,
Comprou com benevolência,
Foi além do que sonhou.
24
Agora na nova vida
Com dinheiro em seu poder;
Zelho falou a família,
Pretendia conhecer:
A sua mãe biológica
Que um dia sem muita lógica,
O doou, mas sem querer.
25
A família concordou
E também tratou de dar,
Ao moço total apoio,
Sem dele desconfiar.
Precisava o cidadão,
Sem mágoa no coração,
Aprender a perdoar.
26
Muito mais de mil quilômetros,
Zelho percorreu num dia,
Em um carro “Zero bala”,
Toda turma, em companhia.
Foi à mamãe procurar,
Na cidade de “Quelar”,
Sentindo muita alegria.
27
Ao presenciar a mãe,
As lágrimas logicamente,
Tomaram conta de Zelho;
E o choro contundente —
Invadiu todo o seu ser,
Mas pior foi ele ver,
A mãe sofrer fortemente.
28
Na verdade ele encontrou
A querida mãe morando,
Debaixo de velha ponte,
Muito triste e lamentando.
E por falta de comida;
Aquela mulher sofrida,
Já estava se findando.
29
Desde os vinte e nove anos
Enviuvou tristemente.
Sendo Zelho, um bebezinho,
Era pesado o batente.
Foi quando, ela quis viver,
Mesmo tendo que sofrer,
Seguiu isoladamente.
30
Mas agora com clareza,
Disse para o filho amado,
Viveu sempre arrependida;
E que teria tentado,
Trazê-lo um dia de volta,
Mas aumentou a revolta
Por Alberto ter mudado.
31
O filho disse: — Mamãe,
Eu vim só te perdoar.
Esqueça os erros antigos,
Escute o que vou falar:
Este grande sofrimento,
Encerra aqui seu tormento,
Agora vou lhe ajudar.
32


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O FILHO QUE CASOU COM A MÃE

No mundo tudo acontece,
Diz o adágio popular,
E a história de Estelito,
Vou agora lhe contar.
Um empresário opulento,
Que ainda sem ser a contento,
Com a mãe teve que casar.
                     1
Aos trinta anos de viúva,
E setenta de idade,
Ao filho, Dona Maria,
Disse com sinceridade,
Tá amando de bom gosto,
Um rapaz muito disposto,
De sua mesma cidade.
                   2
Sem dúvida, Dona Maria,
Tinha bela perfeição,
E era a mulher mais rica,
Na época, da região.
Porém, o “amor-cor-de-rosa”,
De forma bem grandiosa
Lhe acendeu nova paixão.
                  3
Segundo Miguel Viola
Que este caso contava,
Um dia na feira-livre,
A velha Maria andava;
Silvério “abre o coração”
E de joelhos no chão,
O declarou que a amava.
                 4
─Toma jeito meu rapaz,
Olhe para a minha idade,
Tenho mais de setenta anos,
Disse ela na verdade!
E novamente Silvério,
A ela disse bem sério,
─Te amo minha beldade.
                 5
Dona Maria perplexa,
Tão logo disse ao rapaz:
─Como posso acreditar,
Na confissão que me faz;
Quarenta anos são os meus,
A mais do que são os seus,
É melhor deixar-me em paz!
                 6
O rapaz disse: ─ mulher,
Se olhares bem em mim!
Verás que tou todo trêmulo,
Nunca amei ninguém assim!
A grande realidade,
É que o amor não tem idade,
Acredite nisto enfim.
                 7
Notando ali a cautela,
Que tinha Dona Maria,
Desconfiado decerto,
Consigo o moço dizia:
“Esta velha certamente,
É muito esperta evidente
Mas, ela, me paga um dia”.
                 8
Na boca da velha um beijo,
Então pediu Silvério,
Mesmo ele já sabendo,
Não desejar nada sério.
Porque para ele seria,
A forma ali de Maria,
Cair logo no mistério.
                 09
Por já haver interesse,
A velha não rejeitou.
Tão logo abraçou Silvério;
Que sem querer lhe beijou.
E já com menos dureza,
A viúva com certeza,
A Silvério assim falou:
                10
─Rapaz você é mesmo um,
De fato louco, e insistente;
Quem você acha que vai,
Crer neste amor finalmente?
Pra ela ele disse assim: ─
Você crendo amor, em mim,
É o que importa evidente.
                11
Aliás, Dona Maria,
Mesmo ficando animada,
A resposta pro Silvério,
Por quem já sentira amada;
Prometeu dar certamente: ─
Só depois logicamente,
De ser bem analisada.
                  12
O rapaz, disse, meu bem,
Analise com carinho!
Não despreze quem ti ama,
Faça de mim o seu ninho;
Pra te aquecer todo dia,
Não tenha cisma Maria,
É todo teu, meu corpinho.
                  13
Ele sabia que a chance
De pôr à mão na riqueza,
Casado com a Maria,
Mais rica da redondeza.
Era na realidade,
Enfim, a oportunidade,
Das mais lógicas, com certeza.
                  14
Logo depois de três dias,
Maria manda chamar,
O galhardo do Silvério,
Que dizia lhe amar.
E assim que ele chegou,
Na frente dela, chorou,
Para o plano executar.
                 15
Naquele momento ali,
Uma fortíssima emoção,
Da Empresária Maria,
Invadiu o coração.
E com bastante alegria,
A velha disse: ─ sorria,
Já sou tua, seu bobão.
                 16
Com muito mais emoção,
Disse Silvério a Maria: ─
Pra provar se seu amor,
É de fato de valia;
É comigo se casar,
E caso venha topar,
Caso hoje com alegria.
                 17
Porém Maria lhe disse: ─
Vamos com calma, rapaz,
O importante é a gente,
Se amar e viver em paz;
Casamento depois vem;
Deixa de pressa, meu bem,
Você, já me satisfaz.
                18
Pensou ele ainda consigo,
Mas quando mesmo será;
Que esta velha coroca,
Comigo enfim haverá!
De casar-se com certeza;
E mais perto da riqueza,
Eu venha de fato está?
                19
Na luta ele seguiu,
Crendo na premonição,
De enrolar a Maria,
Mais rica da região.
A qual, enfim se casar,
Depois de muito pensar,
Prometeu ao rapagão.
                 20
Muito ele se alegrou,
E a data do casamento,
O que mais o almejava,
Logo marcou a contento.
Mas para contrariar,
Houve sem ele esperar
Outro descontentamento.
                21
Antes de ir para o Fórum,
Como ele enfim queria;
Casar na igreja católica,
Já tinha plano, a Maria,
E mesmo ele sem gostar,
Teve ali que concordar,
E demonstrar alegria.
                22
O casamento decerto,
Que o moço nem sabia,
Pela viúva, agendado,
Estava pro mesmo dia;
Do civil logicamente,
Que era preferivelmente,
Do noivo, que só fingia.
                23
Porém o dia chegou,
E o povo da redondeza,
A convite da viúva,
Foi assistir com certeza.
O tal casório esperado,
Com o plebeu já notado,
Sim, como alguém de grandeza.
                  24
Tão certo o rapaz pensou:
Hoje minha alma alivia;
Assim que nós nos casarmos,
Pra mim o sol irradia;
E assim que a velha morrer;
Como deve acontecer,
Vou viver na maresia.
                  25
O que ele não esperava,
E muito menos queria,
Era que de um filho único,
Era mãe, Dona Maria,
O qual em outra cidade,
Habitava na verdade,
E que tudo já sabia.
                26
Todas as informações,
Do malandro “Safadão”,
Estelito já obtinha,
Na palma de sua mão.
Dia e hora do casório,
Na igreja e no cartório,
Já sabia ele então.
               27
Nesse tempo com certeza,
Telegrama não havia,
Na cidade de Estelito
Nem na de Dona Maria.
Pra mãe não ser enganada,
Às quatro da madrugada,
Partira naquele dia.
               28
No dia do casamento,
A igreja já lotada.
Sem sua mãe perceber,
De forma bem disfarçada,
Estelito ali chegou,
E bem quietinho ficou,
Aguardando a hora chegada.
                29
Depois ali do Vigário,
A Maria perguntar,
Se era do seu bom gosto,
Com o rapaz se casar.
Decerto do mesmo jeito,
Perguntou ele ao sujeito,
Que já estava a vibrar.
                 30
Mas antes dele falar,
Quem falou foi Estelito,
O renovo de Maria,
Empresário de granito.
Dizendo─ seu Padre Zeu,
Com mamãe, casa-se eu,
Neste dia tão bonito.
                31
O Padre bem assustado,
Diante da confissão,
Repreendeu a blasfema,
De modo um tanto durão.
Estelito naquela hora,
Disse: ─ meu Deus e agora,
Qual será a solução?
                 32
Já pelo lado de fora,
Da igreja certamente,
Certo valor já na mão,
Da janela realmente,
Estelito então mostrava,
Ao Padre que já olhava,
Bem disfarçadamente.
               33
Logo assim que Estelito,
Vira que o Padre notou.
Para dentro da igreja,
Novamente ele voltou.
E já estando assentado,
Logo o Padre ameaçado...
Sem demora o interrogou:
                34
─Rapaz repita, de novo,
Pra eu entender melhor,
O que você falou antes,
Pois entendi o pior.
─Estelito ali conheceu,
Que o sol pra ele nasceu,
E louvou ao Pai maior.
               35
Então com confiança,
Disse sem titubear: ─
Padre, com a minha mãe,
Eu quero sim me casar.
E o povo novamente,
Ficaram logicamente,
Sem querer acreditar.
               36
Logo, o Padre respondeu,
Causando maior tensão;
Ao confirmar para todos,
Não haver pecado não!
De o filho se casar
Com a mãe, e celebrar,
O casamento ia então.
                37
Na verdade ele disse,
Ouvir o moço falar;
Que seria com o pai,
Que queria se casar.
E logo ao moço perdão,
Por ter sido tão durão,
Pediu quase a chorar.
               38
Decerto Dona Maria,
Daquilo nada gostou,
Mas devido à ação do filho,
Ela logo ali pensou;
De estar havendo um mistério,
E desgostando Silvério,
Com o filho, se casou.
                  39
Pra mãe, ele revelou,
Tudo ali bem detalhado.
Ela agradeceu ao filho,
O pior ter evitado.
Silvério até hoje chora,
Conforme, Miguel Viola,
Meu saudoso pai amado.
                  40

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CARLOS CAVALCANTE, UM TALENTO COM RAÍZES NORDESTINAS

Eu vou contar pra você
Na rima deste cordel,
A história de um ilustre,
Verdadeiro menestrel.
Que mostra com relevância,
O valor e a importância
De permanecer fiel.
                 1
Ele é Carlos Cavalcante
Homem de delicadeza;
E decerto de um passado,
Bem repleto de incerteza.
Se a pesquisa não falhou,
O que nunca lhe faltou
Foi a natural nobreza.
                 2
Na verdade ele nasceu
Na Favela, em São Bernardo,
Na cidade de São Paulo,
Onde cresceu sem retardo.
Hoje a sua relevância
É de profunda importância;
O tempo virou um fardo.
                 3
Seu Dionísio Cavalcante
De Souza evidentemente,
Com a Valdemira Gomes
Também de Souza, evidente:
Procriaram este rapaz,
Os quais de forma eficaz
Lhe educaram lindamente.
                 4
Da mesma forma educou
Já posso lhe garantir;
Aos demais filhos, os quais
Citarei logo a seguir:
Começo por Fátima e Rita;
E na sequência bendita,
Cito também Valdemir.
                 5
Nessa mesma empolgação
Cito Amélia com certeza;
Lembro Clóvis e Kaká,
E com a mesma firmeza,
Cito Dina certamente,
Que é outra logicamente
Também de muita pureza.
                 6


Com muita honra também
Registro neste cordel,
O nome, Analice Ito,
De Carlos, musa fiel.
É a sua esposa amada
Por todos admirada,
Ela jamais foi cruel.
                 7
A jovial Analice
Da qual falo certamente;
Miss em Bairro Bela Vista;
Foi ela evidentemente.
E Carlos, digo a verdade,
Ao lado desta beldade,
Só pode viver contente!
                 8
Analice no Brasil
Foi nascida com certeza;
Mas decerto ela é de:
Descendência japonesa.
É outra de história linda;
Quiçá, contarei ainda,
Tudo na sua inteireza!
                 9
Em clima ainda também
De narração bem urdida,
Falo nos filhos de Carlos,
De maneira decidida.
Decerto vou registrar
Por Bruna vou começar,
Jovem bastante querida.
                 10
Continuando decerto
Relembro Guilherme, então;
E o jocoso Rafael
Tão digno de citação.
Essa trindade benquista,
Alcançou sempre conquista,
Com bastante perfeição.
                 11
Mas vamos focar em Carlos
Que sempre foi realmente,
Orgulho para os seus pais
De forma surpreendente,
Ele já foi pobretão,
Mas sua reputação,
Sempre esteve consistente.
                 12


Deixo bem claro que os pais, 
Deste Carlos Cavalcante,     
Enfim nos anos cinquenta,    
De forma bem confiante.
Deixaram então a Bahia,
Terra também de valia
E de povo cativante.
                 13
Mas hoje é a vez de Carlos
E seguindo a sua história,
Podemos dizer que ele
É sinônimo de vitória,
Bem como de competência,
Juntamente a persistência;
E ao grande Rei da glória.
                 14
Carlos hoje é divulgado
Já Internacionalmente,  
Como varão de status,
E artista polivalente.
E é importante frisar,
Que sempre soube avançar
Caminhando honestamente.
                 15
Carlos quando fez seis anos
Iniciou certamente;
Devido o seu velho pai
Ter sofrido um acidente,
Com certeza a trabalhar,
Para a família ajudar;
A pesquisa não desmente.
                 16
Além de engraxate foi
Jornaleiro certamente.
Decerto com força e garra,
Dedicou-se realmente.
E é interessante dizer,
Que sempre sonhou crescer
De modo surpreendente.
                 17
Muitos carretos em feiras,
Fez, e vendeu afinal;
Também flores nos semáforos,
E decerto o mais legal;
Sem deixar de estudar,
Muito menos de sonhar
Com seu poder genial.
                 18


Pra você ter uma idéia
Da sua obstinação,
Até livros e revistas
Ele pegou no lixão,
Para poder estudar,
Pois não podia comprar,
Naquela situação.          
                 19
Nem mesmo energia elétrica
Nesse tempo enfim havia,
Na casa dos pais de Carlos,
Só luz de vela existia,
E também de candeeiro,
E o repórter altaneiro,
Na luz deles é que lia. 
                 20
Ainda o mais curioso
É que a batalha renhida,
Não roubou a cortesia;
Deste homem que na vida,
Sempre buscou o saber;
Sem jamais esmorecer
Nos desafios da lida.
                 21
Dentro da perspectiva
Crendo em seu potencial,
Aos seus quatorze anos
Carlos com força total;
E decerto, dinamismo,
A praticar atletismo
Começou, ele afinal.
                 22
O seu maior desafio
Nesse tempo certamente,
Foi enfrentar a magreza
Demasiada e potente.
Por verminoses, gerada,
Pra ele é coisa passada,
Mas sofreu amargamente.
                23
Muitas vezes em seus treinos
Nas suas modalidades,
Carlos veio a desmaiar;
E suas habilidades.
Ver em “jogo” certamente,
Mas, ele sempre valente,
Buscou possibilidades.
                 24


De tão magro que ele era
Ouvia o que não queria;
Muitos dos seus treinadores
Que lhe treinaram algum dia;
Fizeram-lhe afirmação,
Que título de campeão,
Ele nunca alcançaria.
                25
Ouvir isso não foi fácil,
Porém não desistiu não;
Derrotou o pessimismo
E com determinação,
Do Atletismo Nacional
Também Internacional,
Logo fora o campeão.
                 26
Ele venceu as barreiras,
Do preconceito evidente.
Ele foi subestimado,
Porém mostrou realmente
Que quem almeja avançar,
Precisa sempre pensar,
Muito positivamente.
                 27
Do Judô, Carlos detém,
Faixa marrom com amor.
Já disputou maratonas;
E é também mergulhador.
No handebol e Basket,
            Não fez um simples esquete,
Confirmo para o leitor.
                 28

Também, ele é faixa roxa
Bastante gabaritado,
No conhecido Jiu-Jítsu,
Outro esporte divulgado.
O seu caminho, decerto             
É altaneiro por certo,
Deixo tudo registrado.
                 29
Registro também ainda
Que o moço tem formação;
Fez o curso de direito;
Conseguiu diplomação.
Mas isto é só o início;
Não tem nada fictício,
Já lhe digo de antemão.
                 30

Em muitos campeonatos
Representou com fervor,
Fora do nosso país,
O nosso com muito amor.
Conquistou com maestria,
Vários títulos de valia,
Como atleta de valor.
                 31
Sem dúvida um deles foi
O Pentacampeonato,
Adulto, logicamente;
Depois o Tricampeonato
Certamente Americano,
Juvenil, não é engano,
Declaro pra ser exato.
                32
Prova do salto com vara
Com certeza também faz,
Parte do belo currículo
Decerto deste rapaz.
Que já mostrou com certeza,
Que não é mesmo moleza,
Mas respeitado e capaz.
                 33
Em preparação de pautas
De pesquisas e entrevistas,
Execução de matérias
Especiais, já tão vistas.
Nisso tudo, ele atuou,
E em tudo se destacou,
E não parou as conquistas.
                 34
Ele produziu matérias,    
Sem dúvida de elevação,
Decerto em vários países:
Israel, China e Japão;
Malásia, Coréia do Sul,
Vislumbrou com céu azul,
Tailândia, Itália e Sudão.
                 35
Lá nos Estados Unidos
Esse moço irreverente,
Da família Cavalcante             
Que é o Carlos certamente.      
Com certeza ali passou;
E decerto já brilhou,
Declaro elegantemente.
                 36

Singapura, Bali e Bélgica,
México, Colômbia e Turquia.
França, Holanda e Jordânia,
Países que têm valia.
Carlos também já passou,    
E certamente gravou
Ricas matérias, um dia.
                 37
E com o mesmo perfil,
Matérias, Carlos gravou:
Lá na Alemanha e Suíça,      
E como ele me contou.
Também na Arábia Saudita,
Na Argélia, tão bonita,
Em Marrocos caminhou.
                 38
Sem dúvida Carlos, também,
Já foi honrado afinal,
Certamente com o (Prêmio
Destaque Profissional),
Do Governo do Estado,
De são Paulo, tão lembrado,
De modo fenomenal.
                 39
Ganhou Troféu Charles Chaplin,
Também prêmio importante;
E sem dúvida de destaque;
E digo aqui nesse instante,
Todos, por mérito venceu,
Por isto confirmo, eu,
Sua história é cativante.
                 40
Fez trabalho no Japão
Deste modo intitulado:
(O filme O Príncipe da Ásia)
O qual já tá explicado,   
Geriu e participou,                 
E também se destacou,           
Deixo tudo divulgado.
                 41
(Troféu Comunicação
E Destaque), certamente,
Carlos sete vezes foi,
Coroado prontamente.          
Crendo em seus bons ideais,
Ele aumentou por demais,
Seu nome esplendidamente.
                 42
Teve o prêmio, (MBA e   
Negócios Internacionais)
Onde também foi destaque,
E já está nos anais.
E com bastante alegria,
Como o meu pai já dizia:             
“Tem história que é demais.”    
                 43
(Atleta Olímpico) foi outro,
Prêmio que ele laureou,
Depois Coronel Maurício
Cardoso, lhe entregou,
Digo: O (Troféu) certamente,             
Registro elegantemente,                           
E a história não acabou.
                 44
Já na TV Bandeirantes
Foi repórter sem igual,
De oitenta e dois a noventa;
E com seu potencial,
Mostrou com toda certeza,
Que ele nunca foi moleza,
Mas de fato é genial.
                 45
De dois mil e sete a
Dois mil e oito decerto,
Sem dúvida na Bandeirantes,        
Este moço foi por certo,               
Repórter executivo,
E de modo criativo,
Sempre se mostrou esperto.
                 46
Após o ano noventa,
A noventa e sete enfim,
Trabalhou no SBT,
Quem acompanhou viu sim.
Seu grande potencial,
Repórter especial,
Carlos foi até o fim.
                 47
Fez trabalho de repórter
No SBT, evidente,
Isso em dois mil e dez           
Confirmo aqui firmemente.
Enfim, Carlos Cavalcante,
Sempre foi mesmo brilhante,
Corajoso e diligente.
                 48
Na guerra de Iugoslávia
Como bom correspondente,
Foi repórter de destaque
Do SBT novamente.
Era mil e novecentos
E noventa e um, bem lentos,
Os meses naturalmente.
                 49
No grupo do locutor,
Com certeza, desportivo,
O Luciano do Valle,
Por ser Carlos combativo,      
Pôde trabalhar também,
E ver partir para além,
Luciano descritivo.
                 50
No programa (Aqui Agora)
Bem juntinho certamente,
Do senhor Hermano Henning
E Datena realmente;
Carlos também trabalhou,
E é claro que demonstrou,
Seu talento tão presente.
                 51
No famoso (Aqui Agora)  
Carlos Trabalhou também,
Bem pertinho de Gil Gomes,
Dizer aqui me convém.
Jornalista genial,
Repórter Policial,
Que citá-lo me faz bem.          
                 52
Também com Albino Castro,
Outro ser bastante esperto
Que também é referência,
E magnífico decerto.        
Carlos teve a honra, sim,
De trabalhar sem pantim
Por um bom tempo por certo.
                 53
Na lista destes heróis,
Com quem Carlos trabalhou.
Tem também Wagner Montes,
Que decerto já mostrou:
Que é outro certamente,
Apresentador decente,
Conforme já demonstrou.
                 54
Também outro nome forte
Que cito neste momento,
Jacinto Figueira Júnior,
Com quem Carlos a contento,
Certamente trabalhou,          
Jacinto a Terra deixou
Gerando muito lamento.
                 55
Em clima de elevação
Quero também registrar,
Que com o nobre Sílvio Santos,
O qual nasceu pra brilhar,
Nosso Carlos Cavalcante
De forma muito brilhante,
Pôde também trabalhar.
                 56
Seguindo na descrição        
Outro também de nobreza
Com quem Carlos trabalhou
Foi o Gugu com certeza.
O qual de forma excelente,
Já socorreu muita gente,
Diminuindo a pobreza.
                 57
Carlos também escreveu
Decerto para a revista,
(Voltada à comunidade
Japonesa)  que é bem vista .
Olhei nas anotações, 
Revistas, publicações,        
(Editora Abril), na lista.
                 58
Também já foi sócio numa
Produtora pioneira,            
Que informes jornalísticos,
Produzia de primeira.
Ou seja, com qualidade
Enfim, pra comunidade      
Digo: Nipo-brasileira.
.                 59
Do filme (Álbum de Família),
Este prócer de ação:      
Na verdade também foi
Diretor de produção.
Fizeram filme gravado
Por ter sido ele afamado,
Em cidades de ascensão.
                 60
Com desmedida alegria
Para o amigo leitor,
Os nomes de algumas delas,
Vou registrar com amor:
Hamamatshu, e Nagoya,
Também Tóquio que é jóia;
Cada uma com valor
                 61
Do ano noventa e sete,
A dois mil e sete, então,
Decerto também da Rede
Record de televisão,
Carlos naquela passagem
Apresentou reportagem,
Demonstrando aptidão.
                 62
No ano de dois mil e sete,
Este amigo de valor,
Pelo seu merecimento,
Decerto foi professor,
De jornalismo da (UNIP),
Este moço é mesmo vip,
Digo sem nenhum temor.
                 63
Eu vou registrar aqui
Também com admiração,
Alguns nomes importantes,
Que a Carlos, de coração,
A mão com toda certeza,
Estenderam com nobreza
E muita satisfação.
                 64
E começo já citando
De forma bem verdadeira,      
O bom: Roberto Cabrini,             
E ainda Osmar de Oliveira.
E também Fernando Mitre,
Outro jornalista vitre,
Que também é de primeira.
                 65
Relembro Silvia Jafett,
Mulher de capacidade
Foi Diretora da Band,
Agiu com propriedade,
A quem faço reverência
Pela sua competência;
E valorosa humildade.
                 66
E nesse histórico de Carlos,
A gente pode notar,
Que ele desde a infância,
Aprendeu a procurar,             
A luz do conhecimento,
Razão do seu crescimento;
E de tanto hoje brilhar.
                 67
E é importante dizer,
Mesmo ele tendo alcançado,
Decerto sucesso e fama,
Conforme se tem notado.
Ele não foi egoísta,
Sempre de forma otimista,
A muitos têm ajudado.
                 68
Hoje de uma (Assessoria,
De Imprensa), Carlos é.
Com certeza dirigente,
Você pode botar fé;
Que tem sido abençoado,
O lugar que esse afamado
Tem colocado seu pé.
               69
Mas ele é ainda enfim
Também, vice-presidente
Sim de comunicação
Da grande API potente,
Assessoria de Imprensa,
E com a sua licença,
Nós vamos seguindo em frente.
                 70

É consultor de Negócios,
Também Internacionais,
Da GFP estrangeira,         
A sigla dos patronais,         
Com certeza é: (Godoy Filho
Participações) — que brilho:
Dizem todos racionais.          
                  71
Ele é também militante
Da grande instituição,
Jornalistas sem Fronteiras;
E é claro sem ficção;
Posso ao leitor afirmar,
Carlos nasceu pra brilhar
Digo, em qualquer profissão.
                 72

Ele é assessor de (Imprensa,
Enfim, da Comunidade),    
Com certeza Coreana,              
Que é destaque, na verdade,   
Mas isto enfim acontece,
Por que Carlos bem merece,
Por sua capacidade.
                 73
E da Prefeitura de     
São Paulo é (Coordenador).
Com este mesmo perfil,
Foi decerto (Professor
De Educação física) e, bom, 
Para ensinar tem o dom
De notável educador.
                 74
Isto, de mil oitocentos,
E oitenta e quatro decerto         
Indo até mil oitocentos,
E oitenta e sete por certo.                       
Mas vamos seguir em frente,
Mostrando a vida decente
Deste mestre bem desperto.
                75
O que me chama atenção
É sua grande humildade.
Com toda esta relevância,
Demonstra simplicidade,
Colega muito presente;
E nem todos realmente,
Sabem ter sobriedade.
                 76
Lá nos Estados Unidos,
Também Angola e Japão.
E na Itália, decerto,
Carlos residiu então,
Lá, mostrou o seu talento,
Tomou chuva, sol e vento
De acordo com a estação.
                77
Nessa bela trajetória
Carlos chegou a morar,
Em nações desenvolvidas,
As quais vou aqui listar:
Começo por Portugal,
Onde o cordel afinal,
Pôde um dia começar.
               78


Também deixo claro que,
Na Revista Plenitude
Seu nome foi registrado,
Por ter bastante virtude.
Por Eliana Garcia,     
Carlos sempre a elogia
Pela bonita atitude.
              79
Decerto também na Rede,
Record de Televisão
Ao ver dois mil e quatorze,
Fez nova contratação,
Carlos assinou o ensaio
Dia vinte e três de maio,
Sem qualquer ostentação.
                 80
A sua apresentação,
Foi no Programa da Tarde,
Claro, em linha com o Celso  
Russomanno na verdade,
Outro mestre valoroso,
Que se tornou tão famoso,
Virando celebridade.
              81
E também com a Ana Hickmann,
Outra valente guerreira;
Britto Júnior e Ticiane;
Já descritos na fileira.
Digo, o (Programa da Tarde),
Tem mostrado sem alarde,
Sua brilhante carreira.
                 82
Aliás, parabenizo,
E agradeço de verdade
Decerto a Rede Record
Pela sua qualidade:
Ajuda ao consumidor;
Em casa o trabalhador,
Olha o Programa da Tarde.
               83
E assim vou concluir,
A narrativa vibrante.
Desse homem de respeito,
Que é Carlos Cavalcante.
Um guerreiro destemido,
E exemplo a ser seguido,
A qualquer hora e instante.

                 84

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